A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Maranhão recomendou aos capelãs padres e pastores que evitem fazer pregações disfarçadas que tenham objetivo eleitoral nos templos. Mas os religiosos continuam ganhando altos salários do Governo do Estado e fazendo campanhas. Então, se a propaganda não pode ser feita nas igrejas, é muito fácil fazê-la nas ruas, praças, avenidas e casas. 
De olho nos votos dos religiosos, o governador Flávio Dino saiu empregando, principalmente, pastores das principais igrejas evangélicas em cargos na Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Eles entraram pela janela e sem fazer o concurso público como manda a Constituição Federal.
E já chegaram com patentes e divisas superiores aos que estão lá nas fileiras ralando faz muito tempo. As igrejas, então, deixaram de ser templos onde se pregava a Palavra Santa e viraram redutos eleitorais.
Portanto, não basta apenas impedir as campanhas e deixar o governo mantendo salários dos coronéis, majores, capitães e tenentes eleitorais. Eles não aceitaram entrar como sargentos ou cabos eleitorais. Imaginem soldados…
A que tempo chegamos! Antes, evangélicos chegaram a ser proibidos de pregar a Bíblia. Hoje, estão sendo impedidos de pregar o diabo da política.


Fonte: Blog do Carlos Barroso.