segunda-feira, 18 de junho de 2018

Jair Bolsonaro diz que pra o Brasil desenvolver é preciso.....

Em entrevista a Maranhão Hoje, Jair Bolsonaro diz que o Brasil não vai conseguir se desenvolver enquanto não controlar a violência

Por Aquiles Emir

Na última quinta-feira (14), o deputado 
Jair Bolsonaro (PSL) esteve em 
São Luís, onde repetiu as cenas
 verificadas em outras cidades que
 tem visitado nesta pré-campanha a
 presidente da República. 
No Aeroporto Marechal Hugo da 
Cunha Machado, um multidão aos
 gritos de “eu vim de graça” o 
aguardava e o recebeu como se
 fosse um ídolo do meio artístico; no 
Centro de Convenções Pedro Neiva 
de Santana, outros milhares de pessoas
 se concentraram para ouvir sua pregação;
 e à noite, numa casa de buffet, falou aos 
empresários locais.

Nas palavras ditas nas três ocasiões,
 Bolsonaro bateu na mesma tecla de que
 é preciso controlar a violência para que o 
Brasil possa se desenvolver, e promete
 fazer isto com muita inteligência e energia,
 mas engana-se quem pensa que este é 
seu único discurso. Aos empresário falou 
como pretende impulsionar a economia,
 seguindo as regras básicas do capitalismo
 de menos interferência do Estado no setor
 produtivo.
Antes da palestra ao empresário, o 
presidenciável concedeu entrevista a 
Maranhão Hoje, na qual aprofundou suas 
ideias sobre como governar o Brasil:

O que o senhor tem a oferecer ao Maranhão?

– Algo diferente de tudo o que já foi feito 
até agora. Sou um pré-candidato completamente
 diferente nos últimos trinta anos aqui no Brasil
 e, obviamente, com pé no chão, tenho 
esperança que dá para comandar o Brasil 
e trago esta mensagem à classe empresarial,
 que é a que produz, por isto merece respeito
 por parte do Estado, pois nós somos 
empregados deles e devemos interferir o 
mínimo possível em suas atividades. O que
 eu tenho falado para o empresariado tem
 dada efeito, até porque estou bem assessorado
 por economistas. Eu não sou economista, aliás,
 foram os economistas que botaram o Brasil no
 buraco em que ele se encontra, então acho que 
eles mesmo devem tirar o país da situação em 
que se encontra.

O que o senhor se propõe fazer para tirar o
 Nordeste da situação de atraso em que 
historicamente se encontra?

– Eu me proponho a trabalhar quatro anos
 pelo povo nordestino. Minha preocupação 
não é apenas ganhar, mas como governar. 
O Nordeste, muita gente abandona porque
 pensa que isto aqui é curral eleitoral de 
alguém, mas as pessoas daqui são iguais
 às do restante do Brasil, e o aproveitamento
 do seu potencial pode desenvolver todos 
os estados.

E quais são suas principais propostas
 para a área econômica?

– Primeiro, não interferir na atividade
 que produz, ou seja, é preciso 
desregulamentar, desburocratizar,
 abrir comércio para o mundo todo…
 Há cerca de um ano quando eu falei
 que sem segurança não haveria 
desenvolvimento, zombaram de mim,
 mas hoje todo mundo percebe que
 eu estava correto. Veja a questão do
 turismo, que tem um grande potencial
 na região Nordeste, mas por que 
não se desenvolve? Por causa da 
violência, que tem que ser enfrentada
 com radicalismo, não com florzinha, 
com essas políticas de Direitos Humanos,
 audiência de custódia, achar que o 
marginal é vítima da sociedade, ou seja,
 tem que jogar pesado para cima desse
s caras. Eu tenho dito, que violência se
 combate com inteligência, energia e por
 vezes com muito mais violência ainda,
 e ponto final. Quem achar que estou 
errado não vote mim, pois tá cheio aí 
de candidatos por aí…

O senhor pensa na diminuição do estado?

– Penso em diminuir o número de 
ministérios e diminuir a pressão sobre
 o setor produtivo. Vejamos: algumas
 atividades reclamam do excesso de
 fiscalização, eu entendo que o Estado
 deve ter sua atribuição fiscal e ninguém
 é contra ela, mas o governo não
 pode usar da subjetividade para fazer
 valer a sua vontade, por ocasião de 
fiscalizar empresas, sejam elas do camp
o ou da cidade.

O que seria privatizável no Brasil hoje?

– Nós temos hoje cerca de 150 estatais
, a grande maioria deficitária. Eu acredito
 que muitas delas serão até extintas, pois
 ninguém vai querer comprar e aquelas
 que, por ventura, forem essenciais e a 
iniciativa privada não quiser vamos 
continuar com elas para atender a 
população. Por outro lado eu falo que
 é preciso haver estatais estratégicas,
 nenhum país do mundo tem estatização 
zero, até para geração e transmissão 
de energia e outras por aí são essenciais.
 Acredito que em quatro anos de mandato 
pelo menos metade das atuais estatais
 deixaremos de ter no Brasil, até porque
 boa parte delas serve só de cabide de 
emprego para militantes de esquerda.

Como o senhor analisa as pesquisas 
que lhe dão vitória no primeiro turno, 
mas lhe complicam no segundo?

– Eu não acredito muito em pesquisas.
 Veja bem, há cerca de 15 dias o 
Instituto Data Poder me deu boa pontuação,
 ganhando de todo mundo, inclusive do 
Lula, no primeiro e no segundo turno, 
mas depois o Data Foice (Data Folha), como
 é de praxe, deu exatamente o contrário, 
mas vale lembrar que o Datafolha nas últimas
 eleições para prefeito errou em praticamente
 todas as cidades em que trabalhou.

Como o senhor pretende negociar com
 o Congresso para conseguir implantar
 as mudanças que tanto prega?

– Todos vocês (jornalistas) sempre fazem
 essa mesma pergunta a mim, onde quer 
que eu esteja. Com todo respeito, parece
 que vocês querem repartir aquilo que não
 é nosso, dos políticos. Eu costumo dizer 
que se é para fazer a mesma coisa, estou
 fora. Hoje eu tenho um grupo de 
aproximadamente 60 deputados dispostos
 a fazer uma base suprapartidária, com 
gente de vários partidos, que pode garantir
 a aprovação de um pacote de medidas 
que não vai onerar a população, que atende
 interesses dos evangélicos, dos ruralistas,
 da bancada de segurança, interesses regionais…
 Eu costumo dizer que um estado como
 Roraima, se for dada uma mexida na política
 ambiental, o estado vai lá pra cima, e vou 
fazer isso. Em resumo, em tenho proposta 
para atender todo mundo, menos PT, PCdoB,
 Psol e esse pessoal de sempre que quando
 chega ao poder quer poder absoluto, e falo
 isso com a experiência de sete mandatos, 
sem estar envolvido em nada. Acho que há
 uma maneira melhor de governar o Brasil.
Bolsonaro e Maura Jorge 

E qual seu grau de otimismo para 
vencer esta eleição?

– Tudo que faço é com prazer.
 Com a minha experiência de 
17 anos de Exército, se a minha 
missão for buscar o caminhão de 
adubo lá no pasto, vou com maior
 prazer, levo minha vida sorrindo, 
sem problema nenhuma. Por seu 
um voluntário, não posso estar com
 mau humor.

E com relação ao Maranhão?

– A Maura Jorge (ex-prefeita de 
Lago da Pedra e pré-candidata a
 governadora, no registro ao 
seu lado) apareceu, surgiu uma 
empatia entre nóss, e ela é uma 
das poucas pessoas que nós
 temos disputando governo estadual.
 E eu espero que com ela o comunismo 
seja varrido não apenas do Brasil, mas 
do Maranhão.

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